segunda-feira, 16 de abril de 2007

Sétimo Sentido

Não tenho quase nenhum tempo,

Um pouco ainda de vergonha,

As minhas horas vão embora,

Espaço-tempo de maconha.

Quero fazer tudo ao avesso,

Um grande vôo pelo mar,

Nadar do céu ao horizonte,

Não tenho muito pra contar.

Mas tenho horas em que choro,

Tenho segundos de sorriso,

Uns trinta anos pela frente,

Gente que fez amor comigo.

Mas gosto mesmo é de foder,

Fazer do sujo o meu amigo,

Quebrar as regras do sistema,

Tocar nos dentes do perigo.

Não esquecer o que eu sou

E o que eu tenho pra fazer.

Pra onde fui, aonde vou e

O que vou ser quando crescer.

Preciso ter muita coragem

Pra enfrentar tua cabeça:

As tuas frases me agridem

Pedindo que eu aconteça.

Mas aconteço para quem?

Pagar o luxo dos teus filhos?

Embriagar suas mulheres?

Encher de carro o inimigo?

Mas eu não vim pra lhe servir,

Que fique claro e entendido.

Não quero trilho pros meus pés,

Eu quero o sétimo sentido!

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