Confunde saber que sou tantos.
Dói é saber quem não sou,
Olhar e não ver aonde vou,
Pular sem saber se alcanço.
Sou pedra sem canto.
Floresço nas margens da vida,
Pequena amostra incontida
Do riso escondido num pranto.
Caí! Sou palavra ao chão.
Perdida mas não esquecida.
A única coisa viva
De quem tem amarras na mão.
Lamento não ser passarinho.
(...).
Abelha que vai distante,
Estrela de um habitante,
Mar de um mundo sozinho.
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