Andando no escuro
sou eu em minha vida.
Em passos miúdos, andando.
E contra meus pés, apenas as pernas.
Indecisas, imprecisas.
Andando, caindo, levantando.
Correndo no escuro, com medo.
Não paro, não penso, não nada.
Nada no escuro, nem eu.
Não estou aqui e aqui não está.
Nada está.
Nem lugar pra chegar,
Pra voltar,
Pra sentar e chorar.
O nada no escuro.
Sem perna, sem eira, sentido.
Perdido, aleijado, louco.
Louco.
Escuro.
Mão.
Não.
Pare!
Pare...
Escuro, estranho.
Extinto
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Um comentário:
olá ! lí todas as suas poesias, me identifiquei com várias, gosto de seu estilo, parabéns pelo talento. Linquei seu blog no meu, volto mais tarde, bjos, Adri
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